<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161</id><updated>2011-04-22T03:40:38.279+01:00</updated><title type='text'>In Search of you</title><subtitle type='html'>Expressao sapiente dum interior duvidoso ou de situações quotidianas/imaginárias. "Archives" são sempre interessantes de ser consultados.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>47</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-114210410317154519</id><published>2006-03-11T19:01:00.000Z</published><updated>2006-03-11T19:08:23.186Z</updated><title type='text'>Porque</title><content type='html'>Porque se olhares para o lado a meio da noite, eu estou lá, na almofada do lado, ou roubando-te um pedacinho da tua.&lt;br /&gt;É. Estou. &lt;br /&gt;Ou com um sorriso parvo na boca, e ai de certeza que estou a sonhar com o há bocado, onde tortuosamente me negavas beijos e fugias de mim, deslizando pelo meu corpo, a provocar-me como quem não quer a coisa. A insistires em não te desnudares, só pelo puro prazer de me ver salivar por ti, arfar de desejo, quase implorar para que me deixes agarrar-te. Tu muito gostas disso, és muita estúpida. Pensas que tem piada, expores-me assim, toda a minha fragilidade por ti? Mas vá lá... depois até que compensas, pelo menos esforças-te, entregas-te ao teu silêncio, ou aos teus uhmmms, e deixas-te a meu cargo. Até que te lembras que mandas, e dá tudo meia volta. E rio-me, claro. Tem piada, este nosso jogo de sedução, de aumentar pela proibição, nunca diminuir pelo fácil consumo.&lt;br /&gt;Ou então, de boca escarrapachada, aberta, a escorrer baba, na mais infantil e dócil visão que podes ter de mim, pernas fora da roupa da cama, braço contorcido de ângulo duvidoso, quase que a quebrar, temes tu. Observas-me, curiosa. Como ficará o meu pé, depois da tatuagem. Tens logo ciúme. Não queres que vá para a praia assim, com o pé tatuado, "aquelas megeras" soltas, não queres que olhem para mim. Também não queres que saia de preto, "fica-te bem" reclamas, "és só meu". E ali, sou só teu, por isso tranquilizas-te, e encostas-te ao meu peito.&lt;br /&gt;E se estou acordado? Então chocas com os meus olhos. E que resta fazer, senão soltar aquele sorriso tímido? E mergulhamos num novo abraço, voltamos a adormecer, envoltos em fetiches de pijamas de seda, brancos, pretos, laranjas, rosas, roxos, whatever. Mas abraçados um pelo outro. Envoltos no que quisermos. Mas abraçados um no outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-114210410317154519?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/114210410317154519/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=114210410317154519' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/114210410317154519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/114210410317154519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2006/03/porque.html' title='Porque'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-114145086239373562</id><published>2006-03-04T05:36:00.000Z</published><updated>2006-03-04T05:41:02.403Z</updated><title type='text'>Será que é desta? A ver vamos.</title><content type='html'>É tarde. Não sei que horas são. Só sei que de modo tão cliché como nos filmes de série B, chove. Chove, bate a água nas janelas do sotão, tamborila com os dedos neptuno, e eu contorço-me e encolho-me, anseio e desespero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheira a ar condicionado. O mesmo que me pedias tantas vezes para ligar. Porque tinhas frio. "Eu aqueço-te"; "Deixa de ser parvo, estou mesmo com frio..."; "Tá bem, eu ligo o AC, mas vens pa minha beira". E vinhas. Também tinhas sempre essa mania estúpida de te vestires com pouca diferença no que tocava à quantidade de roupa, fosse verão ou inverno. E depois ficavas doente, e depois "doi-me a garganta", e tanto "não te quero ver com aquelas gajas, mas tenho que ir para casa", e  tão pouco "amo-te, desejo-te, aqui e agora".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tinhas uma boa imunidade. Sorrio. Dava para não ser nada daquilo, para ser mais um abraço, mais um beijo, mais uma boca molhada perdida noutra. Mais uma língua a passear, gemido aqui, gemido acolá, urro de satisfação. E levava-te a casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aiii.. está tanto frio."&lt;br /&gt;"Pois está; anda pa frente, vestisses roupa, não quero saber".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-114145086239373562?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/114145086239373562/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=114145086239373562' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/114145086239373562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/114145086239373562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2006/03/ser-que-desta-ver-vamos.html' title='Será que é desta? A ver vamos.'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-113623183464194789</id><published>2006-01-02T19:27:00.000Z</published><updated>2006-01-02T20:00:06.606Z</updated><title type='text'>Ressoar</title><content type='html'>Eu só sei que desabafavas. Já lá vai tempo, muito tempo, mais do que devia para eu poder bem precisar quando foi. É um tudo um bocado nublado, assim como quando bebemos um bocado demais e a realidade insiste em surgir-nos manchada nos cantos. Mas eu lembro-me, sei que desabafavas.&lt;br /&gt;Sei que disseste, a medo (eras muito marcada pela insegurança, demasiadamente marcada para uma pessoa como tu, e custou-te muito a perder o medo de mim; ainda tens um bocado,porra, mas ao menos, vá lá, ao menos agora aguentas vinte segundos a olhar-me nos olhos), com aquele leve sorriso e aquele destruidor mas terno olhar para baixo, aquilo. Era um bocado como um anuir, esse olhar para baixo, ainda que não anuísses a nada. Mas naquela noite, revelaste um bom bocado de ti.&lt;br /&gt;Era escusado, já não nos ignorávamos. Já sabíamos para o que caminhávamos, para onde quase que corriamos, bem juntos, mas sem nos abraçarmos, apenas de mão dada. E tu ias perdendo o medo, a pouco e pouco, a muito pouco e muito pouco. E disseste. E eu fiquei parvo. Não me lembro bem do que respondi, devo ter feito aquela minha cara que tu tanto gostas, devo ter contraído estes olhos que eu teimo em não gostar, mas lembro-me do que senti. Fiquei incrédulo, porquê, mas que parvoíce, mas como é que ao fim de tanto tempo e... e nada! Mas que raio de ligação tinhas tu e ele? Que sentimento havia ali? Porque é que te arrastaste ali, porque é que estávamos tão condicionados por causa de... de nada?&lt;br /&gt;Nada. Mais de um ano, e nada, nunca lhe tinhas dito isso. E aquilo ressoou na minha cabeça, umas vezes mais, outras menos... Mas hoje, ressoou com mais força. Hoje bateu forte, quase que dava dor, mas uma coisa boa não pode dar dor. Senti-me como se tivesse passado um fantasma pela direita. Confesso-te que me interrogava como é que sentias tanto por mim e te encolhias um bocado "ao toque", quase como a estrela do mar quando lhe tentamos tocar. Mas hoje... hoje, a medo, um bocado a medo, ainda, lá disseste. Lá te soltaste, finalmente, lá mostraste de vez que rompeste com quase a última réstea de medo que tinhas. Que o que tão habilmente, violentamente, apaixonadamente, torridamente mas carinhosamente, tranquilamente construimos é agora uma parede dura como betão. Que te entregas completamente a mim, sem sombra para que algum incauto duvide. Que me consomes, que me queres consumir em ti, a arder por dentro de ti, a chorar com a tua alegria, a sorrir na tua orelha, a beijar a tua bochecha, "queridamente" como naquela foto sépia, como temos vindo a fazer.&lt;br /&gt;O que se sentia, o que pairava, o que começava a ser óbvio, foi dito. Não que eu já não soubesse, mas desculpa, também tenho os meus fantasmas. E pronto. And so it goes, e eu sorrio, embora tudo me pareça um bocado estranho ainda. A mudança de paradigma, a mudança de palavras, o que de certo modo isso representa, o medo de te falhar, o medo de me falhar em te bastar, o medo de não me conhecer bem, da merda da minha bipolarização vir ao de cima, tudo isto faz-me tremer um bocado. Mas estou mais velho, e desta vez, não cedo a outros impulsos que não aos teus, não vacilo na ponte à primeira ventania. Encolho-me, espero que passe, sigo para a frente, e logo lá estás tu, a beijar-me, morder-me, a arranhar-me as costas. A amar-me.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-113623183464194789?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/113623183464194789/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=113623183464194789' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/113623183464194789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/113623183464194789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2006/01/ressoar.html' title='Ressoar'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-113620804319932356</id><published>2006-01-02T13:18:00.000Z</published><updated>2006-01-02T13:20:43.210Z</updated><title type='text'>O 1 Setembro</title><content type='html'>O 1 Janeiro é o que para mim deveria ter sido o 1 Setembro. Voltou de férias o blog. Cá estou eu, a escrever.&lt;br /&gt;Desculpem os meus fiéis. Desculpem os meus leitores. O desleixo não foi negligente, foi provocado. Muita mudança, vida nova, adaptação turbulenta, e algumas coisas tiveram de ser deixadas para trás, embora não necessitassem. O blog foi uma delas, estupidamente. Está de volta, à medida que o tempo me deixe postar, pois com um bocado de organização vou manter tudo na minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo já meto algo a sério up.&lt;br /&gt;Obrigado a todos :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-113620804319932356?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/113620804319932356/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=113620804319932356' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/113620804319932356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/113620804319932356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2006/01/o-1-setembro.html' title='O 1 Setembro'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-112206808998254267</id><published>2005-07-22T22:33:00.000+01:00</published><updated>2005-07-22T22:34:49.986+01:00</updated><title type='text'>Férias</title><content type='html'>O blog está a apanhar Sol. Eu queria continuar a escrever, mas ele é irredutível: foi para a praia. Assim sendo, a caneta sem papel só serve para escrever no corpo; e esse, eu não mostro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até ao regresso de férias do blog.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-112206808998254267?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/112206808998254267/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=112206808998254267' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/112206808998254267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/112206808998254267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2005/07/frias.html' title='Férias'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-112121413109739860</id><published>2005-07-13T01:09:00.000+01:00</published><updated>2005-07-13T20:22:23.303+01:00</updated><title type='text'>Windy</title><content type='html'>Parei. Parei por um tempo. Apeteceu-me, e acho que me devo regozijar sempre que posso... Não escrevi mais porque achei que devia parar um bocado. Cortar um bocado os elos. Afinal, a busca que deu nome a este blog de certa maneira acabou. A busca específica. A busca do "you", essa, será eterna. Mas do you, essa, oh... essa já foi. Vento que atiça as chamas fê-las arder, tal como a busca agitada por muitos turbilhões... e então, dei-me folga. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entreguei-me ao vazio de ideias. Ao vazio de sensações, de novas buscas, de nova vontade, de incessar calcorrear... Entreguei-me ao saldo 0 do telemóvel, a um certo isolamento de quimeras. Entreguei-me a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem piada... não me dei nada mal. Foi bem mais fácil do que eu pensei... de facto, acho que a partir do primeiro abanão me apercebi de tudo. A partir daí, comecei a esmorecer, comecei a acabar em mim o tu. Em vez de ser de um momento para o outro. Paulatinamente, como diria o outro. E tem piada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O you agora é fictício. Já não existe. Turning point is here. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem piada, porque enquanto me entregava ao estudo, tinha-te na mente. Chegadas as 16.30, dava-se inevitavelmente aquela vontade de parar por um bocado. Olhava para trás, via a colcha branca a pedir o meu corpo nela, o desenhar de mim no seu relevo. E eu entregava-me, e deitava-me lá um bocado, olvidava um pouco o que circulava, ali, a sentir a luz quente do Sol que passava pela janela a abraçar a minha barriga, a percorrer com a sua língua bafejante o meu torso... e via-te ao meu lado. De pele escurecida, como quem tivesse sempre estado em férias numa zona balnear qualquer. A saia branca, o cabelo pelos ombros, os braços magros a passarem-me pelos ombros. O olhar suplicante, mas matador. A boca agressiva, mas débil. A cabeça inclinada, subissa e no entanto, desejosa. E eu acariciava-te a cara... lentamente passava dois dedos pelas tuas maçãs do rosto, lentamente fechava um bocadinho os olhos, lenta e intensamente deixava-me envolver por ti, entrava em ti, respirava-te e em ti, via-te e percorria-te. Sem parar, incessantemente. Fiel a ti, como há muito. Morto de desejo, vivo de alegria. O dedo mindinho, esse navegava pelo teu antebraço... buscava aquela cova oposta ao cotovelo, aquela zona que te arrepiava, que te fazia precipitar para mim, para o meu peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria-te. Muito. Nunca deixei de te querer, acho. E ainda agora quero. Mas acho que será uma ténue obsessão minha... porque pensando bem, pesando bem os pratos da balança, não me desiquilibras... mas estás recorrentemente na minha mente. Insistentemente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-112121413109739860?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/112121413109739860/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=112121413109739860' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/112121413109739860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/112121413109739860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2005/07/windy.html' title='Windy'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-111573209950352962</id><published>2005-05-10T14:20:00.000+01:00</published><updated>2005-05-10T14:41:23.306+01:00</updated><title type='text'>Carta à mulher do Adamastor</title><content type='html'>"Déjà vu. Não é a primeira vez. Been there, done that, got the t-shirt. É recorrente. Estou aqui, no meu leito, deitado, suavemente massajando a barriga, abraçando as costas com a mão que me resta, e interrogo-me se não poderia estar a aproveitar melhor a areia que corre na efémera ampulheta da vida. No entanto, ou cependant (confesso, a toada francesa confere-me um certo conforto, um "je ne sais quoi") não me estou a restringir ao imediato quando penso em tal. Não me interrogo se não poderia estar em alegre tertúlia com os amigos de sempre, copos escorreitos, cinzeiros cheios. Interrogo-me se vale a pena amar-te.&lt;br /&gt;Desculpa o choque, a ruga de expressão que certamente motivei ao franzires o teu sobrolho. Desculpa tudo, tágide minha. Desculpa até este pensamento meu, este desviante fluir de raciocínios. Valerá a pena amar-te assim ? Não estarei eu a construir algo parco em força, que tu com um sopro deitas abaixo ? Não estarei eu a dar tanto de mim, demais de mim ? "Para além da Taprobana" cantava o lírico do olho, reiterava o "por mares nunca dantes navegados´. É nisso que penso. Navego eu os teus mares ? Alguma vez voltarás a escorrer em mim ? Poderei voltar a deitar-me com aquele sorriso na cara, teu sabor divino em mim, tua cara tão perto dos meus olhos ? Eu... luto para que sim. Contra mim, e contra ti, contra outras e contra outros. Quimera com obstáculos e impertinências que me levantam, calai-vos amigos meus, não me demovais que a mente também sofre, o sorridente também labuta consigo. Luto contra tudo, por ti. E vale a pena, só por tudo o que tenho contigo. E há-de valer. ( QUERO MUITO PENSAR ASSIM ). Hei-de olhar para trás e dizer: sim, não os ouvi, ainda bem. Agora dorme. Descansa em meu peito, dorme em teu leito.&lt;br /&gt;A mente não escreverá mais hoje."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei isto por aqui. Andava sem querer escrever há muito... e sorri ao ler isto. Como somos mutáveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-111573209950352962?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/111573209950352962/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=111573209950352962' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/111573209950352962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/111573209950352962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2005/05/carta-mulher-do-adamastor.html' title='Carta à mulher do Adamastor'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-111399785233254010</id><published>2005-04-20T12:35:00.000+01:00</published><updated>2005-04-20T12:50:52.333+01:00</updated><title type='text'>Achados, achatrizes, achamentos, acharruaças</title><content type='html'>Acho que hoje vim para casa cabisbaixo.&lt;br /&gt;Acho que não é minimamente normal eu vir para casa cabisbaixo.&lt;br /&gt;Acho que apenas se concretizou o que eu tinha encontrado.&lt;br /&gt;Acho que gostas tanto de mim como dantes.&lt;br /&gt;Acho que só tens espaço para uma pessoa ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;Acho que gostas tanto de mim como sempre, ainda assim.&lt;br /&gt;Acho que gosto tanto de ti como sempre, ainda assim.&lt;br /&gt;Acho que apenas me sinto um bocadinho triste por ver que nem sempre sou eu no espaço.&lt;br /&gt;Acho que caminhar a olhar para o chão não me fez bem.&lt;br /&gt;Acho que não gosto deste peso no peito.&lt;br /&gt;Acho que pensar "foda-se" não é minimamente um pensamento reconfortante.&lt;br /&gt;Acho que não pode ser tudo quando queres; também tem que ser quando eu quero.&lt;br /&gt;Acho que se calhar dou-me demais.&lt;br /&gt;Acho que me tocaste um bocadinho sem dar por ela.&lt;br /&gt;Acho que gostas tanto de mim como sempre, ainda assim.&lt;br /&gt;Acho que gosto tanto de ti como sempre, ainda assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que hoje apenas tou um bocadinho mais triste.&lt;br /&gt;Acho que se calhar nem tenho razão.&lt;br /&gt;Acho que se calhar é do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-111399785233254010?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/111399785233254010/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=111399785233254010' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/111399785233254010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/111399785233254010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2005/04/achados-achatrizes-achamentos.html' title='Achados, achatrizes, achamentos, acharruaças'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-111356694631256373</id><published>2005-04-15T12:55:00.000+01:00</published><updated>2005-04-15T13:09:06.313+01:00</updated><title type='text'>Amarguras</title><content type='html'>Faço algo que nunca fiz... completamente alheado de tudo, já nao escrevo, já não me sento em frente ao papel. É certo que a rotina envolveu-me, abraçou-me e colou os lábios ao meu pescoço, fazendo com que todo o tempo que tenha pareça pouco para a aproveitar... como quando estás tu abraçada a mim, com os teus lábios colados no meu pescoço, e enfim, e enfim... enfim, quero mais tempo para ti naquele momento. Mas pronto, sento-me então em frente ao monitor. Estou para aqui a pensar em ti, como é óbvio, como foi óbvio durante todos estes meses mas... mas vêm-me a cabeça algumas amarguras.&lt;br /&gt;Heck, eu sou uma pessoa de sorriso fácil, gargalhada pulsante, com energia. Mas sempre tive uma série de amarguras, nunca muito sérias felizmente, porque convenhamos, a vida para mim é fácil. Sempre me amarguraram aqueles imbecis que em tempos partilharam mesa comigo, que tantos jogos de futebol, tanta alegria juvenil inocente soltaram comigo, que tanto sorriso partrilharam, espaços longos correram, e de repente... wow, de repente não sabem quem sou. O que isso me irrita... de repente, o social para eles muda, parece que já não sou digno deles, ou quiça digno a mais. Também sempre me amargurou o facto de não poder relaxar, ter sempre aquela pressão em mim, tudo a esperar o máximo de mim e eu não poder simplesmente dar numa de adolescente parvo e rebelde e marimbar-me para tudo, e recolher ao sofá tranquilamente, sem expectativas. Mas convenhamos de novo... não são grandes amarguras pois não ? Não, não são. Eu já disse, a vida para mim é fácil.&lt;br /&gt;Mas agora tenho outra amargura... e esta, oh... esta dói mais... Foi ter sentido o que era certo por ti na altura errada. E estar errado na altura certa. Merda de desencontro contigo, merda de desencontro com o destino (ou quiças, encontro em cheio, choque cara com cara)... e eu sempre disse que tudo podia ser tão simples, eu sempre pus a hipótese de isto um dia acontecer... E agora estou irritado. Amargurado. Porra pá, eu nem sei que dizer, tenho a mente completamente turvada... Sabes disso, já te disse, não resisto a tar contigo daquela maneira, corpo com corpo, alma com alma... há aquela coisa terrível, magnética, aquele arrastar dos lábios para onde não devem. E olha, volto para o trance, não há nada a fazer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"I know what you're needing, my thoughts are leading..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpem a atabalhoação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-111356694631256373?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/111356694631256373/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=111356694631256373' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/111356694631256373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/111356694631256373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2005/04/amarguras.html' title='Amarguras'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-111281959314011950</id><published>2005-04-06T21:32:00.000+01:00</published><updated>2005-04-06T21:33:22.260+01:00</updated><title type='text'>Linear</title><content type='html'>Nem tudo é linear...&lt;br /&gt;Como tal, quanto é 1+1 ?&lt;br /&gt;1 ?&lt;br /&gt;2 ?&lt;br /&gt;3 ?&lt;br /&gt;1 1/2 ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou 0 ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-111281959314011950?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/111281959314011950/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=111281959314011950' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/111281959314011950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/111281959314011950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2005/04/linear.html' title='Linear'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-111195639268844626</id><published>2005-03-27T21:45:00.000+01:00</published><updated>2005-03-27T21:46:32.690+01:00</updated><title type='text'>Dealematico</title><content type='html'>Errando, desterrado, pesa-me o peito e não sei o que fazer. Pejado de incerteza um pouco por todo o mim, sinto-me como um cego caminhando no centro da auto-estrada, olhei para todo o lado, e onde estavas ? Não estavas à minha beira, mas afirmavas-te como tal, oh sim, quão certa estavas disso. Que estranho, que leviandade, não percebes que algo é incompatível com alguma coisa ? Parece-te possível tudo continuar a ser como é ? Lá debitavam os décibeis da aparelhagem do Zé, meu vizinho, “Fúria e raiva controlam o terreno como o tráfico de Paiva, choro lágrimas de sangue, guerreiro, rato do bueiro, rastejei mas não divaguei”, cá me queimo eu com as faíscas que solta a minha espada tombada lealmente a meu lado, mas não me perturbo: curiosos designíos martirizantes.&lt;br /&gt;O tempo é para mim o que não é para ti. Vejo o mundo a passar e eu a ficar. Ananançoado, apático, desistente, não resiste, prostro-me no frio chão…&lt;br /&gt;“amo-te”. Como me custa dizer isto, como há tantas outras que tão mais o merecem que tu. Mas é assim, que queres. És tu, no meio de todas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-111195639268844626?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/111195639268844626/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=111195639268844626' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/111195639268844626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/111195639268844626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2005/03/dealematico.html' title='Dealematico'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-111101517167937831</id><published>2005-03-16T23:18:00.000Z</published><updated>2005-03-16T23:19:31.680Z</updated><title type='text'>Time</title><content type='html'>Time. Time and time again. Time. And again. Again. Time and time again.&lt;br /&gt;É o tempo, não a distância, nem mesmo os milímetros que nos separam vezes sem conta, ou que até nem separam. É só o tempo, o tempo que impede que tudo o que é heteromanifestado, heterodetectado, heterocaracterizado passe a ser homo, mono em duo, nosso. Somos peculiares, de facto. Amo-te, amas-me, sabemos o que seremos, preferimos ocultá-lo por perspectivas hedonistas e narcisistas. Até ao dia em que nos havemos de render, deixar de nos ignorar, viver e jamais fraquejar. Mas porquê até ao dia ? Medo… Medo, tanto medo, medo de te tocar e de te ver fugir de seguida… Assim, “laissez faire, laissez passer”. Embrulho-me em corpos inconsequentes, derreto-me em carícias incandescentes, ainda que displicentes… e tremo. Tremo ainda com mais medo, tanto medo, tão trémulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se me foges sem eu nunca te tocar ? Se me foges sem eu jamais te saborear ? Se partes, deixando para trás a tua mão entrelaçada na minha, teu corpo envolto pelo meu, teu pescoço roçando os meus lábios ? Se vais, sem eu encostar o meu nariz no teu, e ternamente trincar o teu lábio ? Se deixas tudo e eu não te acaricio com o meu polegar ? Se, se, se, se ,se… Se sim, porque não ? Tão sim, tão não; tão eterno, tão fugaz. Tão muito, tão pouco, tanto enredo e oh, quão pouca narrativa.&lt;br /&gt;Mas anseio por esse dia, delicio-me com o quotidiano. Rio só de te ver rir. Como adoro ver que duplicas de tamanho quando ris… e como amo quando te enroscas em mim, te enrolas e amarras-me bem, com força, como abraçava o condenado a noiva prometida, como quem já é e não quer sair. Oh como gosto de te ver tão pequena na minha imensidão, pontos verdes em mim, pequena luz irradiante na minha escuridão desprovida de profundidade. E como me compadeço quando te vejo irritada, tão pequena a querer dar-se ares de grande, e encerras tanta força, tanto querer, tanto poder que antes queria diante de mim uma horda de bárbaros… e como me dói saber que nem sempre estive para ti, como me dói…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como te amo. Enfim, como eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-111101517167937831?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/111101517167937831/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=111101517167937831' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/111101517167937831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/111101517167937831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2005/03/time.html' title='Time'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-111019784532486522</id><published>2005-03-07T12:14:00.000Z</published><updated>2005-03-07T12:17:25.326Z</updated><title type='text'>Trance</title><content type='html'>Já vos disse que adoro trance ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Blank and Jones - Perfect Silence (remix)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;the most perfect silence is&lt;br /&gt;when there is no need to speak&lt;br /&gt;the most perefect silence is&lt;br /&gt;when there´s no need to explain&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;the most perfect moment is&lt;br /&gt;when we just come from different circumstances&lt;br /&gt;but the stream of lust flows into the same direction&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;the most perfect silence is&lt;br /&gt;when there´s no need of showing&lt;br /&gt;something is true&lt;br /&gt;when you see the same pictures&lt;br /&gt;from another point of view&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;when there´s no need to search the outside&lt;br /&gt;no need to linger on&lt;br /&gt;not a single something left to distract you&lt;br /&gt;no need to want &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haverá de facto silêncio mais perfeito do que aquele que diz tudo ? O silêncio de quando estou junto a ti... de quando olho os teus olhos, e eles parecem saltar, parecem querer comer algo, comer o mundo, comer... o que ? Olhos que não são teus, não parecem teus, não podem ser teus, são de outra pessoa, têm de ser, não são da cara que eu tenho à frente, têm vida própria, SALTAM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The most perfect silence is...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-111019784532486522?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/111019784532486522/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=111019784532486522' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/111019784532486522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/111019784532486522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2005/03/trance.html' title='Trance'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-110968930698161108</id><published>2005-03-01T14:43:00.000Z</published><updated>2005-03-01T15:01:46.983Z</updated><title type='text'>Às vezes</title><content type='html'>Às vezes... as vezes acordo, e não sei logo dizer se ainda tenho sono ou não. Pisco os olhos, escudo-me da luz, e de um salto espatifo a roupa da cama no chão, e ergo-me em meus pés. Titubeante, arrasto-me pela escuridão, qual luz propagando-se pelo cosmos; evito astuciosamente a porta entreaberta e precipito-me para a banheira, leito de acalmia fervilhante e borbulhante. Abro a água, e às vezes... às vezes não consigo logo dizer se está fria ou quente, gélida ou tórrida, se me arrepia ou se me escalda... e fico ali, de dedo estendido, a saborear a incógnita que me beija a pele, o suava abraço aquático, o tenro deslize hídrico por mim abaixo...&lt;br /&gt;Penso em ti. Mais do que imaginas, menos do que devia... É estranho, às vezes... às vezes amo-te. Às vezes não. Luto contra mim... não quero amar-te, não devo amar-te, não posso amar-te. Às vezes... às vezes ganho essa batalha. Impero sobre mim próprio, emociono-me com o meu heroísmo. Consigo não estar contigo e não sentir aquela angústia dos apaixonados distantes, de quem ama e não pode ter.. Ah, como eu canto vitória... ah, como consigo ver-te com os demais e permanecer terno, calmo, sem ciúme, nada a recrudescer em mim...&lt;br /&gt;Mas às vezes... às vezes não ! Sempre, sempre que estou contigo, amo-te. Não consigo evitar, e muito meditei sobre isto... não consigo ganhar a guerra. Derreto-me em cada sorriso teu, morro em cada olhar estupidamente vulgar, mas tão violentamente vivo, teu. Irrito-me. Irascível. Porquê ?! Tanta dicotomia, tudo tão dúbio, que necessidade esta do meu ego de me atacar na minha tranquilidade, de me apunhalar o dorso relaxado...&lt;br /&gt;Estou tranquilo. Não estou contigo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-110968930698161108?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/110968930698161108/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=110968930698161108' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110968930698161108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110968930698161108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2005/03/s-vezes.html' title='Às vezes'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-110961776675964702</id><published>2005-02-28T18:56:00.000Z</published><updated>2005-02-28T19:09:26.760Z</updated><title type='text'>Reis</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;As rosas amo dos jardins de Adónis,&lt;br /&gt;Essas volucres amo, Lídia, rosas,&lt;br /&gt;Que em o dia que nascem,&lt;br /&gt;Em esse dia morrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz para elas é eterna, porque&lt;br /&gt;Nascem nascido já o Sol, e acabam&lt;br /&gt;Antes que Apolo deixe&lt;br /&gt;O seu curso visível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim façamos nssa vida um dia,&lt;br /&gt;Inscientes, Lídia, voluntariamente&lt;br /&gt;Que há noite antes e após&lt;br /&gt;O pouco que duramos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Reis;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seize the moment and enjoy it. Porque daqui, deste mundo, pouco levamos. Viver a sorrir!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-110961776675964702?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/110961776675964702/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=110961776675964702' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110961776675964702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110961776675964702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2005/02/reis.html' title='Reis'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-110899036747486528</id><published>2005-02-21T12:45:00.000Z</published><updated>2005-02-21T12:52:47.476Z</updated><title type='text'>Ecstasy ?</title><content type='html'>Passaram-se horas, que largas jornadas pareciam. Calendas inteiras. E foram feitos kilómetros de um heroísmo épico, aos meus olhos. Cósmicos. De facto, tudo me parecia valer a pena, tudo parecia tão simples, tão naif e oh!, tão romântico. Não.. de nada me adianta dar-me ares de velha raposa quando caio nos erros do mancebo. Erros... erros, não! Não foi um erro, não me arrependo, ainda desejo que vigore... mas racionalizando, fazendo a crua tarefa de congelar os sentimentos e de os dissecar, assim vejo que o sorriso dos meus beijos, o calor do meu abraço, tudo isto, foi um desvio do caminho.&lt;br /&gt;Uma paragem. Um momento de êxtase no penar da travessia. Um êxtase que foste tu. Um êxtase que brevemente amei. Tu, brevemente; o êxtase. Tão divino, tão élfico, como eu te dizia. Parecia-me algo de transcendente, tu ali, tão sagrada, imaculada, em vestes profanas ao meu dispor. Um cordeiro na pele de um lobo. Um lobo que me ameaçava e que tão docilmente se entregou para o seu sacrfício, para cair a meus pés, para vaguear em meus braços. Que de modo tão manso me quis ali, à porta do castelo, que ardor e fogo prometia e erradiava. Que eu saciei, ainda incauto, ainda perplexo; como é que tu podias ser minha ? Tu, tão angélica e tão rebelde ao mesmo tempo, uma qualquer pin-up dos anos 50 que fazia a delícia da deslavada marinha, um qualquer anjo que fazia as delícias de um puto como eu, pensando estar em posse da vida. Tu, que tanto me querias, e eu, que pouco acreditava.&lt;br /&gt;E no fundo tudo tão intenso para mim. Tudo demais para mim, como sempre. Tudo... Nada. É... personagens a mais, enredo a menos. Para mais não vai dar. Desculpa, meu êxtase. É que eras mesmo angélica. E eu gostava de ti. Mas eras demais; pouco real; foste um êxtase.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-110899036747486528?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/110899036747486528/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=110899036747486528' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110899036747486528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110899036747486528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2005/02/ecstasy.html' title='Ecstasy ?'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-110859364079301382</id><published>2005-02-16T22:36:00.000Z</published><updated>2005-02-16T22:42:50.616Z</updated><title type='text'>Curioso</title><content type='html'>Curioso como tempo vai, tempo vem. Penso no que me disseste, "O que faz por ti, faz-te a ti". Longe vai o dia. Quase que nem o lembro. Vai mesmo longe. So me lembro das palavras. Proféticas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-110859364079301382?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/110859364079301382/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=110859364079301382' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110859364079301382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110859364079301382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2005/02/curioso.html' title='Curioso'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-110789008738966509</id><published>2005-02-08T18:59:00.000Z</published><updated>2005-02-08T19:14:47.390Z</updated><title type='text'>Spoilers</title><content type='html'>Já não quero recordar o que foi há anos. Paulatinamente, conseguiste desvanecer toda uma aura sebastianista que te envolvia. Sempre foste sagrada para mim, mesmo depois de eu te "profanar". Sempre estivest elá, naquele teu altar, ao lado dos Cristos que agonizavam nas suas cruzes. Mas tu não agonizavas... tu, envolta naquela bruma, eras algo que eu já tinha tido, que não mais tinha, com que imaginava e sonhava. Aparecias e desaparecias, o teu estilo era fantasmagórico, e eu venerava-te como o Sol o era no pré-histórico. Eu escrevia-te, eu via-te; eu desenhava-te, eu sentia-te; eu descrevia-te, eu queria-te. Talvez por nunca mais te ter visto corporeamente, não sei, mistério inexplicável da fé, da fé que eu tinha em que tu voltarias para me abraçar como naquele fim de tarde, talvez por isso eu queria manter-te intocável. Eras assim aquela coisa platónica, aquele nevoeiro cerrado que me impedia de te tocar, o frio que cobria o teu calor Sempre foste sagrada para mim, mesmo depois de eu te "profanar"...&lt;br /&gt;Sempre, até que deixaste de ser. De repente, voltaste, apareceste, nada de névoa, nada de calor, tudo distinto, tudo frio e breu, frio  que nada de breu cobria, breu que de quente nada tinha. Trazias fúria incontrolada, uma mágoa que não me apercebi que tinha ficado em ti. Vejo agora que eu ainda era mais platónico para ti, do que tu para mim. Surgiste nada disposta a parlamentar, incapaz de uma trivialidade qualquer sustentar; caramba, nunca demonstraste a maturidade que a tua idade faria supor, ao passo que eu é que parecia ser umas boas luas mais velho que tu, eu, o puto. Parecia ter calcorreado mais caminho, perigrinado a mais mecas, e tu agachavas-te confortavelmente à minha beia. Mas surges descontrolada por debaixo desse manto calmo, inflamada e fumegante, atiras a pedra e escondes a mão, arremessas-me supostas verdades, sofismas ridículos. Que queres tu ? Ciúme ? Por amor de Deus, não me queiras agora a venerar o teu turbulento corpo... tudo idealizado, muito bem. Mas racionalizado... já lá vão anos ! Eu só me consigo rir. E tu, voluptuosamente, vais. Vais, e contigo vai a ideaização.&lt;br /&gt;E o meu altar fica vazio. Agonizam os Cristos, sós com a sua multidão. Já não há névoa, tudo é claro. Já não há frio, mas também não há calor. Queda-se a indiferença, finda-se a minha peregrinação. Por ti, sou agora ateu: estou desiludido, não acredito, e nem consigo ser afectado. Sigo rindo. Desculpa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-110789008738966509?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/110789008738966509/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=110789008738966509' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110789008738966509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110789008738966509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2005/02/spoilers.html' title='Spoilers'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-110692219539313440</id><published>2005-01-28T14:08:00.000Z</published><updated>2005-01-28T15:46:04.946Z</updated><title type='text'>Autobiografias</title><content type='html'>Também este homem sente, não escreve só sentimentos. Toada autobiográfica pois, dado que nem sempre tudo me flui, às vezes algo me entope. E a especificidade desse algo é tão redutora, que se o vos traçasse na sua plenitude, nada entenderiam, dado que a inserção no meio é essencial para a compreenção do fenómeno. Mas o que ele despertou em mim não carece de ciência; carece de entendimento, não com a razão, mas com o sensível, não o sensível físico, mas o sensível de uso corrente: o coração.&lt;br /&gt;Era uma ligação quase umbilical; aquilo era meu e do outro; do outro que me era quase gémeo, embora tão diferente de mim. Abraçava o mesmo que eu - o mesmo sonho. Sofria comigo, eu sofria com ele; vertiamos as mesmas lágrimas, celebravamos juntos as vitórias, empurravamos conjuntamente as derrotas para trás: descontraíamos à mesma mesa, bebiamos do mesmo néctar; construiamos aquilo um com o outro, como se fosse de cada qual, partilhando o mesmo sonho. Sonhávamos juntos e para isso caminhavamos. E tanto trabalho ao longo de todos estes meses... tanta mágoa, tanto sorriso... e agora, tudo o que tinamos, passou a ser o nada que eu tenho; foi-se o comboio, diz que voltará atrás para me buscar, jura que vem, para eu não sair daqui... Mas eu fiquei. Ao frio, sem ninguém. O que construí foi, a motivação para tudo atrás dele. Eu não merecia, eu nunca mereci. "Não esqueoço, não seríamos metade sem ti". Oh, thanks, mas espera: ISTO ERA MEU! Porque é que tudo parte ? Eu não sofri menos que todos, não trabalhei menos que todos... Porque é que o tubarão tudo leva mas só a mim me dilacera?&lt;br /&gt;Estou desiludido. Valorizei demais algo que não devia. Tomei tal como parte excessivamente importante na minha vida. Estou amargurado, porque aqueles que foram meus companheiros na caminhada, fragmentam-se, e quando a parte mais difícil da subida a fizeram comigo, a mais fácil, a mais reconhecida, a que, enfim, é vista, essa deixam-me ficar. Não era necessário, nem devia eu sentir tanto um projecto assim. Mas o que entraram na minha vida, a amizade que desenvolvemos, e que tentam a todo o custo manter com juras, promessas e declarações de amargura, essa toda não me fazia supor este fim. Fim...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-110692219539313440?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/110692219539313440/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=110692219539313440' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110692219539313440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110692219539313440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2005/01/autobiografias.html' title='Autobiografias'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-110658029801742908</id><published>2005-01-24T15:15:00.000Z</published><updated>2005-01-24T15:24:58.016Z</updated><title type='text'>Letargias</title><content type='html'>Também eu preciso destas letargias. De sentar e não escrever; deitar e não pensar; viver e não me importar. Tempos passam, e tarde volto a conseguir escrever, tarde quero despertar a minha preguiça enleivada em ti, perdida por entre frascos e noites, abraçada a eles, correndo por prazer, sentindo a vida e cumprindo com ela; não desfeiteando quem em mim confia, mas aproveitando o relax momentâneo. Tempos passam, e poucos como este há, sendo que, no entanto, tudo se esgota, tudo cansa, e hoje penso de novo com a caneta.&lt;br /&gt;Justificações. Apenas, mas sentidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-110658029801742908?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/110658029801742908/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=110658029801742908' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110658029801742908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110658029801742908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2005/01/letargias.html' title='Letargias'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-110493887547322067</id><published>2005-01-05T14:55:00.000Z</published><updated>2005-01-05T21:26:22.346Z</updated><title type='text'>Rua, Pedras</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.regiao-sul.pt/images/news/040304_calcada.jpg" alt="Calçada" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Par la rue je me promène.&lt;br /&gt;Passo rápido e longo, cabeça erguida, olhar altivo, dono do mundo, assim ia eu. Pessoas difusas apartavam-se dos seus abraços e eu passava, e nada retia com meu olhar, e ninguém fitava, por cima de todos passava. &lt;br /&gt;Um vislumbre colorido. E ombros descaídos, cabeça olhando para o chão, pedra branca, branca pedra, pedra azul, pedra branca, branca pedra, pedra azul. Precia-me ter-te visto. E desespero, já nada tenho se não te tenho a ti, e corro, corro, corro, pedra brancabrancapedrapedraazulpedrabrancabrancapedrapedraazul e nao te vejo, e oh não, olha que corri, corri, corri e não te vi. E corri mais depressa, brancaazulbrancabrancaazul, e corri, corri, corri e não te vi. E corri, e tudo me parecia desfocado, e corri, corri, até que  algo vi. Não eras tu, era um velho, comia castanhas e tinha dependurado na sua camisola bordeaux, um sobretudo castanho. E corri, corri, corri até ele, e perguntei por ti.&lt;br /&gt;- ELA? - atirei-lhe.&lt;br /&gt;Ele riu-se, e qual oráculo, estendeu o braço.&lt;br /&gt;- Ali. - sussurrou.&lt;br /&gt;E eu não corri, eu voei, tão depressa voei, tão brancabrancaazulbrancabrancaazul, e cheguei "ali", e olhei e lá estavas, naquele cubo laranja, tu; o arco-íris.&lt;br /&gt;E eu ri-me, abri-me para ti, mas tu não te rias. E avançaste para mim, tenebrosa e espectral,e fechaste-me no cubo laranja, arremessaste-me para uma das suas paredes. Que cara de má, e que doce violência... e eu já me interrogava que seria de mim entregue a tamanha força. Provocas-me, colas-te a mim e disparas para os meus lábios, e eu morro. Sugas-me a alma. E eu gosto. Tão bem que estou... por instantes pensei o que seria então, estupefactei-me contemplando a tua fúria; sim, depois da tempestade, a bonança, e oh, largos segundos têm a vida neles. E eu vivi gerações inteiras naqueles momentos, frio algum sentia, só o calor dos teus lábios, a tua mão a tactear o meu pescoço, o que era teu, o meu desejo ardente colado a ti, o doce toque da tua saliva, a longa sinfonia dos beijos. E paramos, agora sim, sorris, e eu rejubilo; abraçamo-nos e eu sinto-te como minha, como sendo osso, carne, sangue, alma em mim.&lt;br /&gt;Mas vicias, e há segundos te larguei e em delírio já estou. E volto a entregar-me a ti, foda-se, agora finalmente somos. Sinto-me a viver, a despertar para o mundo, e sinto toda a tua beleza, todo o teu nervo, toda a tua força, tudo o que em ti amo, tudo ali naqueles dois lábios, finalmente tocando os meus, buscando nada mas ardentemente vagueando uns pelos outros. E tenho o mundo na mão, ou melhor, no lábio, e nada mais posso pedir.&lt;br /&gt;A pena que escreve, a página que é escrita. Nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-110493887547322067?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/110493887547322067/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=110493887547322067' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110493887547322067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110493887547322067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2005/01/rua-pedras.html' title='Rua, Pedras'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-110475683057199791</id><published>2005-01-03T13:42:00.000Z</published><updated>2005-01-03T22:01:51.373Z</updated><title type='text'>D'outros</title><content type='html'>Gostei bastante de ler isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não me lembro como é não gostar de ti, e palavra de honra que gostava. Mas não. Nada, não me lembro mesmo de ser alguém antes de ti. É como se tivesse nascido aí, no dia em que apareceste, no momento exacto da tesourada certeira no cordão umbilical, apagando tudo para trás e cosendo as linhas de novos amanhãs em pontos muito ténues.&lt;br /&gt;Dou por ti em todo o lado, apareces-me na sopa, no meio dos anúncios, na lista de endereços electrónicos das malditas Chain-letters, no filme que está a dar na televisão onde as pessoas se parecem todas contigo. Porque disse aquilo, porque se veste daquela forma, porque tem um sorriso igual ao teu, porque tudo se assemelha a ti sem que nada faças para eu me lembrar tanto, mas tanto, ou para não te esquecer, não sei, que importa agora isso, quando se tem a certeza de que nada te faz lembrar de mim. Mas ainda assim, tu aqui, teimosamente neste lugar, como se eu estivesse num 14º andar de um hospital militar há muito desactivado, deitado na cama, inerte, contigo a mey lado a controlares a minha temperatura com paninhos quentes.&lt;br /&gt;Parece que te estou a ver, recostada na cadeira, impaciente, a olhar o tempo que passa e a dizer baixinho "Aposto que só fez isto para me deixar aqui ao lado dele! Que nem se importa comigo, que o importante é a doença dele, para mim uma constipação forte ao alcance de qualquer Aspegic, mas pronto, um egoísta é o que ele é, um incontinente verbal, um sacana de um puto pálido que deve pensar que a minha vida é esta, que não tenho mais nada que fazer, que ele é único no mundo".&lt;br /&gt;E à medida que vais dizendo isto, os tus olhos crescem, adamastores gigantes de raiva avançando sem misericórdia em direcção a mim com uma travesseira na mão "Oh meu Deus, como é enorme!", irada, sem dor nem piedade, aproveitando a ausência da enfermeira entregue às delícias do turno da noite e zumba, tentas asfixiar-me num só repente, pouco te importando que te diga "Mata-me, mata-me de vez!", sorvendo o último dos ares e parecendo ver já luzes e túneis intermináveis que me indiciam o fim de uma grande caminhada. E subitamente, sem qualquer razão, paras e começas a rir, a rir muito alto, histérica até, para que todos te ouçam, enquanto me fixas com o teu olhar que ostenta ainda a travesseira como cenário de fundo, dizendo "Então, não te aptece agora dizer umas piadinhas? Que bonito, que ofegante que estás? E que tal se eu te desse um beijo dos bons? Parece-te bem ?" E enquanto dizes tudo isto, indiferente ao meu débil estado físico, deixas-te cair para o meio do meu corpo e, como se de uma recompensa se tratasse, inicias uma série de movimentos insinuantes, roçando a tua pele na minha, fazendo-me crer que tinha valido a pena esperar todo este tempo para que no fim te entregasses destas forma, levando-me à loucura e à tentativa de te domesticar. Mas tu, nada. Afastando-me mais para baixo, levantas a cabeça deixando-me adivinhar algo de excepcionalmente bom e perguntares, "Queres?", dizes, já com a mão na tua servil e deliciosa iguaria, "Queres?", repetes agora, trincando os dentes. "Era bom, não era? Meu grande egoísta, é o que tu gostas não é ? Não é ? Responde. não é? É isto que depois os teus amigos te vão perguntar para tu, modesto como sempre, dizeres que sim, que eu te fiz isto e aquilo. Mas isto não é assim meu parvalhão. Faço-te duas ou três cenas como nos filmes e olha para ti, meu grande desgraçado, com esse olhar esgazeado de quem não come há quinze dias. Eu sei, tu queres é comer-me, não é? Tu deves pensar que eu sou mais uma para a tua loja de troféus. Mas enganas-te, não és tu que me vais comer, sou eu... eu é que te vou comer a ti e se te mexses... se te mexes, juro, que se te vejo a mexer dou-te uma trincadela tão mortífera que vais ter vontade de ter morrido aos braços da inquisição."&lt;br /&gt;E eu quietinho, sem dizer nada, nem uma palavra. E tu sem dizer nada, nadinha. E lá fora, nada, niente, enquanto cá dentro, tudo. "Que bom, que bem que sabe", digo, sussurrando, a medo. "QUE BOM!?", respondes, deixando-me suspenso e mil vezes arrependido por tamanha insensatez. "Que bom? Mas que bom, o quê? mas que raio de discurso é esse, eu não te disse para estares quietinho, eu não te avisei que era para tu não dizeres nada? Mas que bom o quê ? Anda cá, chega-te a mim, agora é que tu vais ver o que reservei para ti" E depois disto, na escuridão do silêncio, só houve tempo para te ouvir dizer: "é bom, não é?"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Alvim, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"No dia em que fugimos tu não estavas em casa"&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-110475683057199791?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/110475683057199791/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=110475683057199791' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110475683057199791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110475683057199791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2005/01/doutros.html' title='D&apos;outros'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-110469247127672762</id><published>2005-01-02T19:00:00.000Z</published><updated>2005-01-02T19:01:11.276Z</updated><title type='text'>A Gerência</title><content type='html'>Após período de festividades, excessos e mais festividades (acompanhadas de mais excessos), estamos de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Gerência&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-110469247127672762?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/110469247127672762/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=110469247127672762' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110469247127672762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110469247127672762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2005/01/gerncia.html' title='A Gerência'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-110347029320118931</id><published>2004-12-19T14:51:00.000Z</published><updated>2004-12-19T15:33:25.196Z</updated><title type='text'>My, My, My</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tempos passam.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É claro que sim. Porque não ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas fico sempre com aquela sensação de cheio de nada, de vácuo no peito. Afinal, claro que sim, porque não ? Mas sim, fico com aquela sensação de que o mundo foi abaixo e fiquei só eu de pé no meio do nada, longe de tudo, tão perto, mas tão longe, tão teu mas tu tão pouco minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vozes amigas dizem "Not worth it", mas tudo vale a pena quando a alma não é pequena, e a minha alma não é pequena, e tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Valerá a pena então ? Claro que sim, porque não ? Mas não te nego que há pensamentos que afectam, e vozes que demovem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a cabeça teima em desviar-se para ela. E claro que sim, porque não ? Mas eu sei que não deveria, que deveria só rodar para ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu, eu mesmo, eu teimo em olhar para ti. E claro que sim, porque não ? Só tenho é olhos para ti. E claro que sim, porque não ? É tão natural, tão intenso, tão meu... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sorrio de novo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-110347029320118931?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/110347029320118931/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=110347029320118931' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110347029320118931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110347029320118931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2004/12/my-my-my.html' title='My, My, My'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-110270988185570321</id><published>2004-12-10T20:16:00.000Z</published><updated>2004-12-10T20:19:13.070Z</updated><title type='text'>Anúncio.</title><content type='html'>Rio-me e não paro. Obrigado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-110270988185570321?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/110270988185570321/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=110270988185570321' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110270988185570321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110270988185570321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2004/12/anncio.html' title='Anúncio.'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-110243536131254432</id><published>2004-12-07T16:02:00.000Z</published><updated>2004-12-07T16:02:41.313Z</updated><title type='text'>HIM</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;HIM - Gone with the sin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I love your skin oh so white&lt;br /&gt;I love your touch cold as ice&lt;br /&gt;And I love every single tear you cry&lt;br /&gt;I just love the way you're losing your life&lt;br /&gt;my Baby, how beautiful you are&lt;br /&gt;my Darling, completely torn apart&lt;br /&gt;You're gone with the sin my Baby and beautiful you are&lt;br /&gt;You're gone with the sin my Darling&lt;br /&gt;I adore the dispair in your eyes&lt;br /&gt;I worship your lips once red as wine&lt;br /&gt;I crave for your scent sending shivers down my spine&lt;br /&gt;I just love the way you're running out of life&lt;br /&gt;my Baby, how beautiful you are&lt;br /&gt;my Darling, completely torn apart&lt;br /&gt;You're gone with the sin my Baby and beautiful you are&lt;br /&gt;You're gone with the sin my Darling&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HIM. Música e letras, genialidade que se complementa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-110243536131254432?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/110243536131254432/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=110243536131254432' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110243536131254432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110243536131254432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2004/12/him.html' title='HIM'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-110208768639407683</id><published>2004-12-03T14:53:00.000Z</published><updated>2004-12-03T15:30:53.590Z</updated><title type='text'>Noite</title><content type='html'>Meto, rodo, e abre-se. A porta. Entro em casa e constato que não está ninguém. Eu já sabia que não estava ninguém, mas é sempre uma sensação agradável verificar tal. 4 da manhã, mente e visão toldades por umas cervejas a mais, o mundo é-me ligeiramente difuso, turvo, nublado; cintilante; lento. Para a cama não quero ir... Numa letargia típica de quem está "away", distante do mundo, ligo a luz do corredor e entro na sala, antes escura mas agora com um ténue traço de luz que lhe entra pela porta. Apenas o necessário para circular; não ligo a luz da sala, quero sentir o momento, o formigueiro no corpo, o sangue a fluir em mim, as transmissões nervosas a pulsarem, a penumbra calmante... E recosto-me no sofá, e ali fico a contemplar o móvel de madeira à minha frente. Os pratos la dentro, empilhados, perfilados. E tudo difuso, turvo, nublado; cintilante; lento.&lt;br /&gt;E um ponto aumenta, uma mancha corporiza-se... e tudo distinto, limpo, definido, ritmado. E surges tu, num acto deveras felino, deslizas para mim, abraças-me a barriga, deitas a cabeça no meu peito e estendes-te no sofá. Beijas-me. Ternamente, acomodas-te, e ali ficas, sem fazer mais nada, a sentir-me a mim e eu a ti; a sentirmos o momento, o formigueiro do corpo, o sangue a fluir em nós, as transmissões nervosas a pulsarem, a penumbra calmante...&lt;br /&gt;Estremeço. Faço-te uma festa, mas já cá não estás. Olho para o relógio. 4:25. &lt;br /&gt;Merda. Levanto-me.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-110208768639407683?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/110208768639407683/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=110208768639407683' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110208768639407683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110208768639407683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2004/12/noite.html' title='Noite'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-110166404366345848</id><published>2004-11-28T17:41:00.000Z</published><updated>2004-11-28T17:48:58.490Z</updated><title type='text'>Restolhadas</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Vasculhando, sempre encontramos algo interessante...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou como um cego.&lt;br /&gt;Caminho no centro da auto-estrada&lt;br /&gt;Enquanto anseio pela minha alvorada,&lt;br /&gt;Enquanto a quem não me ouve... prego!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dou um passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carrego a minha bengala quebrada,&lt;br /&gt;Por ti, de mim fugida.&lt;br /&gt;Mas mais pesado que isso, a alma ferida&lt;br /&gt;De quem não olhou prá rectaguarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas grito baixo,&lt;br /&gt;Baixinho, pra só tu m'ouvires&lt;br /&gt;E assim, só tu sorrires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois sou Romeu&lt;br /&gt;Perdido pela Julieta:&lt;br /&gt;Ainda que ferido por baioneta,&lt;br /&gt;Aqui me declaro, sou teu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prossigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-110166404366345848?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/110166404366345848/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=110166404366345848' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110166404366345848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110166404366345848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2004/11/restolhadas.html' title='Restolhadas'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-110122070799498915</id><published>2004-11-23T14:37:00.000Z</published><updated>2004-11-23T14:41:53.660Z</updated><title type='text'>As perguntas que nunca te fiz</title><content type='html'>As perguntas que nunca te fiz são perigosas e perturbam. Picam e maceram, fazem sangrar e gemer. Têm o porquê, o como e o quando, abrem buracos e elevam barreiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há mais perguntas que nunca te fiz, e essas são belas e cândidas. Fazem sorrir e chorar, enchem e fazem desejar, libertam e fazem voar. Têm o se, o queres e o porque não, baixam muros e estabelecem caminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As perguntas que nunca te fiz são como a rosa que nunca te dei. Podem picar, mas são belas; custam a dar mas têm carinho e amor. As perguntas que nunca te fiz, são o amor que nunca te consegui dar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-110122070799498915?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/110122070799498915/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=110122070799498915' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110122070799498915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110122070799498915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2004/11/as-perguntas-que-nunca-te-fiz.html' title='As perguntas que nunca te fiz'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-110072766646525329</id><published>2004-11-17T21:25:00.000Z</published><updated>2004-11-17T21:42:43.800Z</updated><title type='text'>Teia</title><content type='html'>Anda. Envolve-me de novo como uma aranha envolve a inocente e ingénua criatura que lhe cai na teia. Captura-me, só mais uma vez. Faz-me sentir totalmente submetido ao teu controle: faz-me sentir todo o teu pulsar, o estremecer, o vibrar, o contrair de cada vez que dás um passo. Aperta-me, segura-me, prende-me. Mas deixa-me sentir-te. O teu pulsar. O teu estremecer. O teu vibrar. O teu latejar... O teu toque... A tua força... a tua vida! Faz-me sentir que por mais que não queira, e olha que quero, sou teu, inevitavelmente, inexoravelmente... Faz-me sentir que não posso evitar o inevitável, que estou ao teu dispor. Faz-me lentamente não querer sair daí... Toma-me: sou teu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-110072766646525329?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/110072766646525329/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=110072766646525329' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110072766646525329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110072766646525329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2004/11/teia.html' title='Teia'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-110021313850013627</id><published>2004-11-11T22:43:00.000Z</published><updated>2004-11-11T22:47:45.716Z</updated><title type='text'>Florbela Espanca</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Os versos que te fiz"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Deixa dizer-te os lindos versos raros&lt;br /&gt;Que a minha boca tem pra te dizer!&lt;br /&gt;São talhados em mármore de Paros&lt;br /&gt;Cinzelados por mim para te oferecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Têm dolência de veludos caros&lt;br /&gt;São como sedas pálidas a arder...&lt;br /&gt;Deixa dizer-te os lindos versos raros&lt;br /&gt;Que foram feitos para endoidecer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...&lt;br /&gt;Que a boca da mulher é sempre linda&lt;br /&gt;Se dentro guarda um verso que não diz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo-te tanto! E nunca te beijei...&lt;br /&gt;E nesse beijo, Amor, que eu não te dei&lt;br /&gt;Guardo os versos mais lindos que te fiz!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Magnífico. No beijo guarda os mais lindos versos que fez... Eu também me sinto assim. E vocês ? :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-110021313850013627?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/110021313850013627/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=110021313850013627' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110021313850013627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110021313850013627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2004/11/florbela-espanca.html' title='Florbela Espanca'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-110017854935410356</id><published>2004-11-11T13:06:00.000Z</published><updated>2004-11-11T13:09:09.353Z</updated><title type='text'>A.</title><content type='html'>A. escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhava numa estrada sem destino&lt;br /&gt;E desolada percorria o caminho sem chegar&lt;br /&gt;À procura desesperada de um abrigo&lt;br /&gt;Quando te vi naquela porta entrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorri estradas sem sentido&lt;br /&gt;Passei por dias e noites sem perceber&lt;br /&gt;Oceanos e marés sem te ter visto&lt;br /&gt;Que passavas ao meu lado a correr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segurei o meu corpo para continuar&lt;br /&gt;Arrastei-me até onde te vi chegar...&lt;br /&gt;E la estavas tu, sentado a me esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-110017854935410356?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/110017854935410356/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=110017854935410356' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110017854935410356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/110017854935410356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2004/11/blog-post.html' title='A.'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-109969220057817619</id><published>2004-11-05T22:02:00.000Z</published><updated>2004-11-05T22:03:20.576Z</updated><title type='text'>O muro</title><content type='html'>E por mais que pontapeie o muro, este parece não ceder e a minha angústia aumenta proporcionalmente à irredutibilidade que aquele mostra...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-109969220057817619?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/109969220057817619/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=109969220057817619' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109969220057817619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109969220057817619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2004/11/o-muro.html' title='O muro'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-109933977070407358</id><published>2004-11-01T20:05:00.000Z</published><updated>2004-11-01T20:09:30.703Z</updated><title type='text'>Soneto</title><content type='html'>Já lá vai uma semana que não posto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Água correndo lenta por um vale&lt;br /&gt;Rio que desce serpenteando&lt;br /&gt;E o murmúrio suspirante, que me soa brando&lt;br /&gt;Suplica, por tudo, que ninguém fale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece perpertuar-se o momento&lt;br /&gt;Olhos nos olhos, alma na alma&lt;br /&gt;Rimos suavemente, com calma&lt;br /&gt;E o mundo é nosso, eternizado no tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soergues-te altiva, solene e magistral&lt;br /&gt;E precipitas tua vida no movimento&lt;br /&gt;Que eu evito, como que empurrado pelo vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cá fico mendigando no existencial.&lt;br /&gt;Porque é que teus e meus lábios não são&lt;br /&gt;Gesto do que nos vai no coração ?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-109933977070407358?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/109933977070407358/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=109933977070407358' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109933977070407358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109933977070407358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2004/11/soneto.html' title='Soneto'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-109880062783283129</id><published>2004-10-26T14:31:00.000+01:00</published><updated>2004-10-26T15:23:47.833+01:00</updated><title type='text'>Exercício </title><content type='html'>-Sabes...&lt;br /&gt;A luz acende-se. Um berro la em cima. Foda-se, apanharam-nos. Olhas para mim, sobressaltada, mas num misto de estupefacção e diversão. Essas pequenas amêndoas que tens no lugar dos olhos viram-se para mim. É notório que não sabes como reagir. Bem, ris-te, ou algo assim parecido, aquele tipo de riso de quando te dão uma notícia muito boa e não acreditas. O castanho dos teus olhos ri-se à gargalhada com o insólito da situação, mas a escuridão que olha, que apreende o exterior, olha-me gravemente. Não podemos estar aqui, não podemos continuar a irromper por um prédio todas as noites para termos um recanto seguro para nós longe de qualquer um, de qualquer dúvida, não dá, perturba os outros, cidadãos normais que não estão no nosso mundo feérico. Pedes-me, como sempre, a decisão. Entregas-te, como habitualmente, às minhas mãos. "Sensatez", dizes. Hey, no prob. Parece que isso é comigo... Apressado por mais berros e pelo som de passos nas escadas, dou-te a mão, levantamo-nos e corremos escadas abaixo. Qual defesa siciliana empenhada Kasparov, numa jogada de mestre, incluimo-nos no vão das escadas. É bastante apertado, daria bem para metade de um de nós...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;É perfeito...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Encaixamo-nos lá. Os nossos perseguidores chegam ao Rés do Chão. Não nos vêem, desolados regressam aos lares.&lt;br /&gt;-Saímos? - perguntas.&lt;br /&gt;-Não, aqui, mais um bocado... - murmuro - Shhh- Corto as palavras pois muito passa pela minha cabeça, assim tão próximos só uma vez, e que dúvidas que isso trouxe, juntamente com outras certezas...&lt;br /&gt;E cai o silêncio, e ali ficamos calados no espaço de meio, tuas costas no meu peito, meu nariz no teu cabelo, a minha fronte repousando em ti, os meus braços à volta do teu peito, sentindo a tua respiração, ofegante, tumultuosa. Emanas calor. Será deste sprint ou é o teu? Intenso, como o momento... Sinto-me como se tivesse à temperatura de 80º ... o meu esqueleto é uma brasa, queima-me, evapora-me a água do corpo, todos os orgãos parecem mingar, e fica um vácuo em todo o meu corpo. As mãos tremem-me, parece que não tenho braço, só ombro e mãos, não tenho controlo sobre nada. We fit perfectly into each other, é fantástico, qual símbolo do karma, proporção divina alcançada através do número de ouro, yin e yan. Eu vivo para ti, para te sentir, acho que vivo para estes momentos que tenho contigo, são o meu ópio... apertas-me o braço ternamente. À minha volta, o escuro torna-se ainda mais escuro, desaparece, ou rodopia tão depressa que parece não existir. Tu, ainda mais branca me pareces. Um anjo, respladecente, puro, de uma simplicidade atroz, quente e frio ao mesmo tempo... linda! Magneticamente os meus lábios aproximam-se do teu pescoço.&lt;br /&gt;-Anda, vamos! - dizes.&lt;br /&gt;Missed the moment again. &lt;br /&gt;Vamos la, então. Porra, será que o combóio não para duas vezes ?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-109880062783283129?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/109880062783283129/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=109880062783283129' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109880062783283129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109880062783283129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2004/10/exerccio.html' title='Exercício '/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-109862529499617656</id><published>2004-10-24T22:35:00.000+01:00</published><updated>2004-10-24T14:41:34.996+01:00</updated><title type='text'>Tempo</title><content type='html'>A esperança, que se manifestou só depois de todas as outras pragas e tristezas terem escapado da caixa de Pandora, é a última das coisas. Sem ela, apenas existe o tempo. E o tempo empurra-nos pelas costas como uma força centrífuga, forçando-nos a afastarmo-nos para fora e para longe, até que nos lança no esquecimento. É a lei do movimento. Como todas as coisas do universo, estamos destinados, desde que nascemos, a divergir. O tempo é apenas a unidade de medida dessa separação. Se nós somos partículas num mar de distância, que explodiram de um todo orignial, então existe uma ciência para a nossa solidão. &lt;br /&gt;Estamos sós em proporção dos nossos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In "A Regra de Quatro", Ian Caldwell e Dustin Thomason&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-109862529499617656?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/109862529499617656/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=109862529499617656' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109862529499617656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109862529499617656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2004/10/tempo.html' title='Tempo'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-109819588897755799</id><published>2004-10-19T11:02:00.000+01:00</published><updated>2004-10-19T15:24:48.976+01:00</updated><title type='text'>O que foi</title><content type='html'>Olho lá para fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo ecoa na minha cabeça. Impressionante como este sentimento é recorrente. Basta pensar em ti e voo para lá do mundo, traço quatro paredes, escondo-me dentro delas, pequeno cubículo que me isola dos outros e onde te tenho para mim. E lá estás tu de novo. Andaste à chuva, qual tágide de cabelos escorridos. Ris-te timidamente, como uma criança que acabou de fazer uma asneira e estendes os teus braços para mim, estende-los junto ao teu corpo, apertas o peito e lanças-me de novo aquele teu olhar, doce terno. Deslizas até mim, soltas aquela tua prece morna. Noutra qualquer diria que era um gemido sensual, tentativa arrabatadora de corpo, não de Ser, mas tu... não! É quase um pedido, é meigo, é longo, é um ronronar ! Arrebatas-me, a mim, ao que interessa de mim. Ya, também te quero sentir... mando assim um daqueles olhares serenos, "compreensivos" dizes tu, que esconde todo o tumulto que vai em mim, autêntica revolução, tremor de terra, tsunami sanguíneo. No fundo, só quero o hercúleo, quero que me queiras mais a mim do que eu te quero a ti. Tento manter-me imperturbável, não consigo. És demais para mim, explodes comigo, abres-me o peito. E deslizas até mim, e abro-te os braços, e somos um de novo, vulto indistinguível no laranja de fundo. Inclinas ligeiramente a cabeça para baixo, deixas os olhos lentamente fecharem-se e mergulhas em mim. Mergulho na escuridão, passo pelo teu cabelo como dedos pela espuma, toco o teu pescoço, tudo está escuro... E deixo-me ser teu, porque sei que também és minha, estou tranquilo, numa letargia reconfortante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não devia estar, porque tudo é efémero. Agora não és minha, apesar de te ainda sentir como tal. Acho que te partilho, não gosto, custa. Já só revisito momentos, não os tenho presentes. Mas sinto que ainda voltas para trás. É isso. Penduraste um letreiro na porta. Voltas já. Ok eu espero, vou tomar um café. Sem açúcar. &lt;br /&gt;Olho lá para fora. Chove. O peculiar tracejado espalma-se nas janelas numa agonia interminável. Ouço os seus gemidos, lembro-me da tua prece. Porra...&lt;br /&gt;Had the whole of you once. Want to have you again. And forever.&lt;br /&gt;Insoy&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-109819588897755799?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/109819588897755799/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=109819588897755799' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109819588897755799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109819588897755799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2004/10/o-que-foi.html' title='O que foi'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-109761318316300665</id><published>2004-10-13T03:32:00.000+01:00</published><updated>2004-10-12T21:33:03.173+01:00</updated><title type='text'>Português</title><content type='html'>Vens ?&lt;br /&gt;Passeavamos e deambulávamos como sempre&lt;br /&gt;Mas falando outras coisas como nunca&lt;br /&gt;Eras o que sou e mais&lt;br /&gt;Eras o que sonho, sendo&lt;br /&gt;Deambular contigo libertava-me&lt;br /&gt;Fazia-me voar desta prisão&lt;br /&gt;Mas eu não quero apenas voar&lt;br /&gt;Só quero subir contigo&lt;br /&gt;Sentir aquele vento contigo&lt;br /&gt;O vento que faz o meu cabelo esvoaçar&lt;br /&gt;Tu que fazes a minha alma pulsar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que abraço agora&lt;br /&gt;É pedra, fria e dura&lt;br /&gt;Anda, quero sentir de novo&lt;br /&gt;Quero vibrar, VIVER&lt;br /&gt;Sentir-te intranquila mas pura&lt;br /&gt;Sonho branco que em mim perdura&lt;br /&gt;Não projecção que recua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vens ?&lt;br /&gt;Eu espero, tenho tempo.&lt;br /&gt;Desta terra refém&lt;br /&gt;Só quero sentir o teu vento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-109761318316300665?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/109761318316300665/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=109761318316300665' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109761318316300665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109761318316300665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2004/10/portugus_12.html' title='Português'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-109749199742628230</id><published>2004-10-11T19:47:00.000+01:00</published><updated>2004-10-11T11:53:17.426+01:00</updated><title type='text'>Diferente</title><content type='html'>Há já algum tempo que me cruzava contigo. Não sei, parecias-me eu em feminino, como se o FDC fosse a FDC e estivesse ali à minha frente, e eu gostava de te ver! Tinhas estilo, em tudo concordante com o meu, sublimemente frágil, mas não incomodada por isso. E sorrias, e o teu sorriso atraía aqueles à tua vola. E aqueles olhos vivos, tremendos de energia, passeavam-se pelo ar à minha volta, e eu pensava "Heck, olha para mim!!". E sorrias. E transbordavas alegria, parecia que te divertias a viver mais que todos os outros. E sorrias. E oh! tão in, criavas à tua volta uma aura de inatingível não sendo obrigatoriamente uma rapariga de bradar aos Céus. E sorrias. E eu, subjectivamente, achava-te estranhamente serena, como se fosses um farrapo de nuvem passeando-se pelo céu limpo, destacando-se assim. E sorrias. Eras uma nuvem naquele céu limpo, e eu não podia voar, não saía do chão...&lt;br /&gt;Objectivamente, gosto de ti. E subjectivamente também.&lt;br /&gt;In Search of You.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-109749199742628230?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/109749199742628230/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=109749199742628230' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109749199742628230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109749199742628230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2004/10/diferente.html' title='Diferente'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-109701575915607844</id><published>2004-10-06T07:44:00.000+01:00</published><updated>2004-10-06T14:40:27.100+01:00</updated><title type='text'>Variações</title><content type='html'>Com o fim de semana prolongado, eu mesmo fui de férias. Sim, desleixei-me e só li um pouco.&lt;br /&gt;Ao menos partilho com vocês esse pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Abnegação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chovam lírios e rosas no teu colo!&lt;br /&gt;Chovam hinos de glória na tua alma!&lt;br /&gt;Hinos de glória e adoração e calma,&lt;br /&gt;Meu amor, minha pomba e meu consolo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dê-te estrelas o céu, flores o solo,&lt;br /&gt;Cantos e aroma o ar e sombra a palma,&lt;br /&gt;E quando surge a lua e o mar se acalma,&lt;br /&gt;Sonhos sem fim seu preguiçoso rolo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nem sequer te lembre de que eu choro...&lt;br /&gt;Esquece até, esquece, que te adoro&lt;br /&gt;E ao passares por mim, sem que me olhes,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possam das minhas lágrimas cruéis,&lt;br /&gt;Nascer sob os teus pés flores fiéis,&lt;br /&gt;Que pises distraída ou rindo esfolhes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ideal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela, que eu adoro, não é feita&lt;br /&gt;De lírios nem de rosas purpurinas,&lt;br /&gt;Não tem as formas lânguidas, divinas,&lt;br /&gt;Da antiga Vénus de cintura estreita...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é a Circe, cuja mão suspeita,&lt;br /&gt;Compõe filtros mortais entre ruínas,&lt;br /&gt;Nem a Amazona, que se agarra às crinas&lt;br /&gt;Dum corcel e combate satisfeita...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mim mesmo pergunto, e não atino&lt;br /&gt;Com o nome que dê a essa visão,&lt;br /&gt;Que ora amostra ora esconde o meu destino...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como uma miragem que entrevejo,&lt;br /&gt;Ideal, que nasceu na solidão,&lt;br /&gt;Nuvem, sonho impalpável do Desejo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos de Antero de Quental. De facto, quem fica para os anais da história é porque merece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-109701575915607844?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/109701575915607844/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=109701575915607844' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109701575915607844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109701575915607844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2004/10/variaes.html' title='Variações'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-109646508772517727</id><published>2004-09-29T22:36:00.000+01:00</published><updated>2004-09-29T14:38:07.726+01:00</updated><title type='text'>Novas pinceladas</title><content type='html'>Assim se inicia um novo ciclo com a colaboração de uma amiga minha, que passará também a fornecer material. Obrigado A. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E se me encontrares e me olhares&lt;br /&gt;nos olhos ainda esta noite...&lt;br /&gt;Como quando estou e não me vês&lt;br /&gt;sinto que me olhas, mas que nunca me encontras."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-109646508772517727?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/109646508772517727/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=109646508772517727' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109646508772517727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109646508772517727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2004/09/novas-pinceladas.html' title='Novas pinceladas'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-109640983909129831</id><published>2004-09-29T07:03:00.000+01:00</published><updated>2004-09-29T15:58:20.716+01:00</updated><title type='text'>Visões</title><content type='html'>Um burburinho cresce dentro de mim. Fervem-me o sangue, seres invisíveis, portadores de penumbra. A respiração, pequenas bolhas impedem de fluir naturalmente. Toda a garganta parece submetida às forças de um dique, o peito prestes a implodir. É talvez a sensação mais marcante, o peito sucumbe por dentro, todos os ossos se amontoam por cima do coração, treva mestra na iminência dela mesmo ruir. Que me resta ? Um corpo que teima em andar junto às suas companhias de sempre.&lt;br /&gt;Algo me puxa o braço para cima. Timidamente aceno e sorrio, para os outros o mesmo sorriso de sempre, franco e aberto, para mim, hercúlea representação de felicidade. Que há a fazer ? Apenas esperar, o tempo, desta vez, há-de me trazer o que desejo mais que tudo na vida. Triste de mim que vivo prisioneiro do tempo, pois ele é eterno, jamais efémero e não tem consciência do que para mim é estar um segundo sem ti.&lt;br /&gt;In search of You.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-109640983909129831?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/109640983909129831/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=109640983909129831' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109640983909129831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109640983909129831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2004/09/vises.html' title='Visões'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-109638299728968952</id><published>2004-09-28T11:43:00.000+01:00</published><updated>2004-09-28T16:00:43.873+01:00</updated><title type='text'>Interrogações e considerações</title><content type='html'>Como será acordar no teu mundo ? Como será descer as escadas de casa no teu mundo ? Como será enfrentar toda a realidade quotidiana no teu mundo ? Como será estar sozinha(ou não) no teu mundo, entregue a ti, ao teu interior ? Como será cruzares-te comigo no teu mundo ?&lt;br /&gt;Gostava de saber. Talvez seja como era no meu até há uns tempos. Até que me apercebi de ti.&lt;br /&gt;E aí, tudo mudou. Acordar passou a ser uma ilusão. Seguindo aqueles 10 segundos mortiços, em que as pálpebras lentamente despertam e o cérebro em formigueiro exige o regresso da actividade, repidamente uma persiana desce na minha vida. Tudo escurece, o peito fica-me mais pesado, as costas vergam com o desalento. Mas a realidade, distante, chama. Ecoa na minha cabeça, vagueia pelo pensamento, e o meu corpo levanta-se, a alma segue-o um metro atrás, sempre presa àquela escuridão que tu despoletas em mim. Descer uma escada, é como um condenado a regressar ao cárcere. Sempre à espera da hora. É voltar ao mundo onde tu e o que te rodeia estão. Onde ele também está. É enfrentar a realidade. Eu não estou contigo. Não é viver, é sobreviver. É desejar ficar na cama para sempre, jamais desejar sentir a brisa da manhã, jamais desejar contactar contudo, é um descrente acesso de cobardia que mina toda a confiança e vontade de viver. Depois, qualquer coisa. As aulas, qualquer coisa, não interessa o que se segue. Pauta-se sempre pelo mesmo desalento, como misturar azeite com água... estás ligado a algo e lentamente és invadido por uma corrente turbulenta que, misturando-se com os teus pensamentos, não se dissolve e é isso que é tão terrível, nem és absorto por estes pensamentos que te retiram da realidade, nem a esta prestas atenção. Vives pendurado entre dois mundos, uma perna num, outra noutro. Não há mais horrível, não exprimes o que vai dentro de ti, não buscas nada, deixas o mundo fluir lenta e penosamente. E depois, regresso a casa. Tortuosamente, sei que em breve vou estar entregue a mim, a remoer no que devia ter feito, no que podia ter feito, no que devo fazer, no que posso fazer, no que vou fazer, no que nao vou fazer, no que nao devo fazer. Tanta coisa que me aptece fazer que não devo fazer. Sei que no fundo não vou fazer, não tenho aquela típica convicção dos rebeldes. Eu sou um estabelecido, o mundo para mim estava bem até apareceres, para quê me revoltar contra ele ?&lt;br /&gt;Mas antes, passo por ti. Uma aura estranha que te envolve, como se o mundo fosse a preto e branco e tu levemente matizada. Ou como se estivesses destacada de tudo, como o vencedor de uma maratona no momento de glória, tanta gente na foto e só ele interessa. Que estranha serenidade me envolve! Talvez saiba que para já escuso de dar o meu melhor, não adianta esforçar-me, para já não irá mudar nada. Talvez, mas os negros pensamentos afastam-se de mim emobra não numa catarse ultra-romântica só pelo facto de estar com a minha musa. Simplesmente afastam-se porque contigo, estou bem. Estou com quem amo. Adoras-me, talvez não ames, talvez já tenhas amado, talvez venhas a amar ou voltes a amar. Eu espero que sim. Entretanto, cá estou. Assumo uma pose meiga, quiça melancólica. Penso que sempre gostaste da doce maneira como contrasto o meu bom-humor com a minha gentileza, a minha exuberância com a minha tranquilidade, oh! disparidade gritante mas presente. "Olá", dizes. Esqueço-me totalmente com quem estou, com quem estás, com quem ESTIVESTE, que vou fazer a seguir. Abro-me no meu mais genuíno sorriso, "Entãããão?!", arrasto a palavra, soa-me bem como entrada. Estou contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que cor será o céu no teu mundo ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heck, perdoem-me a tirada que retira toda a pseudo mística ao post, mas pareço uma miúda de 12 anos, o amor é assim para todos ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In search of You&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-109638299728968952?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/109638299728968952/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=109638299728968952' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109638299728968952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109638299728968952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2004/09/interrogaes-e-consideraes.html' title='Interrogações e considerações'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-109594707727013460</id><published>2004-09-23T14:38:00.001+01:00</published><updated>2004-09-23T14:48:02.900+01:00</updated><title type='text'>Recuo</title><content type='html'>Porque recuamos ? Medo ? O medo é o que nos limita a todos. Eu já recuei e a curva que estava perante mim jamais reapareceu...&lt;br /&gt;Não voltarei a perder a curva de vista.&lt;br /&gt;Não estarei limitado.&lt;br /&gt;In search of you.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-109594707727013460?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/109594707727013460/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=109594707727013460' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109594707727013460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109594707727013460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2004/09/recuo_23.html' title='Recuo'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-109580562218808728</id><published>2004-09-22T07:20:00.000+01:00</published><updated>2004-09-21T23:33:20.640+01:00</updated><title type='text'>Eu vou</title><content type='html'>Vazio. Não... Será ? O vazio será branco ?&lt;br /&gt;Assim se materializa à minha frente. Parede, branca, ligeiras marcas de humidade, marcas enfim, marcas de algo. Afinal não é o vazio uma marca de algo ? Ou terá ele uma marca de algo ? Ligeiros altos e baixos, como dizer, ligeiras mocas. Pequenas colinas no branco que se me apresenta em frente dos olhos. Ligeiramente à direita, como direi, assim naquele ponto entre o centro dos olhos e o seu limite, digamos que a três quartos da visão para a direita, uma marca. De destruição. Parede escavada, ligeiramente, como ligeiramente estava esta marca à direita. Parece que lhe retirou, naquele preciso lugar, as colinas que a parede tinha. Inverteu-as talvez. Duma profundidade semelhante a tal fenómeno se este,o da inversão, acontecesse. Destruição... inverte as marcas do vazio; o vazio passa a concretizar-se, deixa de ser vazio, para lhe faltar algo. Afinal, o vazio é nada, se algo lhe falta, deixa de ser nada, para ser a falta de algo.&lt;br /&gt;Logo abaixo, cortiça e algo... difuso, nebuloso, dúbio. Que é ? ah ! São fotos. Velhas fotos em família. Eu, pequeno, com todos os membros da família, em poses radiantes, confiantes, intimidantes, contagiantes, constrangidas, preferidas, conseguidas, enfim, várias. Memórias. Sempre de quando era mais novo. Mais pequeno. A vida apresentava-se-me sem qualquer desafio. A minha tristeza era a de não ter o carrinho da marca xpto, ou de querer comer, ou então de não me ser permitido correr nu à volta da piscina por questões de imposição de pudor social. Fossem todas as minhas quimeras as de então. oh, tomara as fotos,o que elas contéem passar para cima. Para cima do vazio.&lt;br /&gt;A parede sou eu, o eu que conta, o eu de dentro, o eu que merece tudo. A cortiça, memórias, fragmentos. &lt;br /&gt;Para cima do vazio.&lt;br /&gt;Mudar aquele sentimento de impotência, limpar aquela ideia de, afinal, que quero eu ? Desejo a dúvida de novo ? Desejo aquele constante interrogar ? Desejo aquela incerteza ? Desejo aquele ardor no pescoço que me obriga a baixar os olhos quando me cruzo contigo ? De que devo ter vergonha ? FUI NOBRE. EXPUS-ME. Quem não morre, não vê Deus. Que fazer ? Esperar eternamente ? Esperar o que há de vir ? Não. Eu vou.&lt;br /&gt;Movi a cortiça para cima.&lt;br /&gt;Vou arrumar o vazio. Vou por novas fotos, novas memórias.&lt;br /&gt;Eu vou.&lt;br /&gt;In search of You.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Parece algo atabalhoado. Vontade de exprimir muito sentimento em pouco tempo dá nisto. Começo a gostar disto dos blogs. Talvez comece a escrever em papel e depois passar para o computador. Feels more oldschool, solto-me mais, não sei, vou experimentar. Obrigado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-109580562218808728?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/109580562218808728/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=109580562218808728' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109580562218808728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109580562218808728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2004/09/eu-vou.html' title='Eu vou'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-109576861240771020</id><published>2004-09-21T13:07:00.000+01:00</published><updated>2004-09-21T14:27:02.336+01:00</updated><title type='text'>A song</title><content type='html'>A song she sent&lt;br /&gt;Touched with faith&lt;br /&gt;Craved with her scent&lt;br /&gt;Driving me to my path&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;She became my wrath&lt;br /&gt;She became my sin&lt;br /&gt;She became my saint&lt;br /&gt;She became my PATH&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"So I lay my head back down,&lt;br /&gt;and I lift my hands and pray to be only yours&lt;br /&gt;I pray to be only yours.&lt;br /&gt;I know now you're my&lt;br /&gt;only hope.&lt;br /&gt;I give you my destiny.&lt;br /&gt;I'm giving you all of me.&lt;br /&gt;I want your symphony.&lt;br /&gt;Singing in all that I am.&lt;br /&gt;At the top of my lungs,&lt;br /&gt;I'm giving it back.&lt;br /&gt;So I lay my head back down,&lt;br /&gt;and I lift my hands and pray to be only yours&lt;br /&gt;I pray to be only yours.&lt;br /&gt;I know now you're my&lt;br /&gt;only hope."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In search of You.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-109576861240771020?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/109576861240771020/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=109576861240771020' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109576861240771020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109576861240771020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2004/09/song.html' title='A song'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8400161.post-109569160718897121</id><published>2004-09-20T15:37:00.000+01:00</published><updated>2004-09-20T15:46:47.186+01:00</updated><title type='text'>In Search of You</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: lucida grande;"&gt;&lt;/span&gt;Uma tarde&lt;br /&gt;Uma tarde assim passada...&lt;br /&gt;Uma revelação&lt;br /&gt;Algo de ti ao qual eu não tinha acesso&lt;br /&gt;Desespero&lt;br /&gt;Tormento&lt;br /&gt;Angústia&lt;br /&gt;Incerteza&lt;br /&gt;Dúvida&lt;br /&gt;Haverá algo pior que a dúvida ? Não há, macera-nos, come-nos, lança-nos no vazio...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;BUSCA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a pequena explicação do nascimento deste blog. Nasce do amor, da dúvida, do vazio. Não esperem uma constante nos posts. Serão feitos ao sabor da vida. O que me interessa é a minha busca.&lt;br /&gt;I am in search of You.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8400161-109569160718897121?l=insoy.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insoy.blogspot.com/feeds/109569160718897121/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8400161&amp;postID=109569160718897121' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109569160718897121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8400161/posts/default/109569160718897121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insoy.blogspot.com/2004/09/in-search-of-you.html' title='In Search of You'/><author><name>FDC</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
